Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

coluna anderson 947Os fatores de risco para doenças cardiometabólicas, tem surgido cada vez mais cedo na vida das pessoas. Há autores citando a síndrome metabólica pediátrica, na qual crianças e adolescentes estão sujeitos a riscos. 

Os fatores de risco para esta síndrome metabólica incluem: obesidade abdominal, hipertensão, glicemia alterada, altos níveis de triglicerídeos, baixo nível de HDL-colesterol, entre outros. 

Logo, torna-se necessário a mobilização de profissionais para atender esta população jovem que vem sendo afetada. Muitas pessoas quando lembram das aulas de Ed. Física na época de escola, na verdade não lembram de nada que foi marcante e/ou importante do que se vivenciou. 

Até hoje escutamos frases como: o professor só jogava a bola; as meninas vão de calça jeans na aula; só futebol para os meninos, etc. É triste esta situação e isso reflete nas mudanças recentes na nossa política atual. 

E parece que não é só no Brasil esta situação. Weston et al. (2016) fizeram diferente na Inglaterra. De 8 potenciais escolas, apenas 2 aceitaram participar da a pesquisa. Quando os adolescentes do 9º ano (13-14 anos) iniciaram a pesquisa, foi realizado grupos focais e eles decidiram quais atividades queriam. 

4 atividades foram elencadas: Boxe, Dança, drills de Basquete e Futebol (habilidades). Durante 10 semanas, 3x/semana, os adolescentes realizavam de 4 a 7 esforços de 45 seg acima de 90% da FC máxima, separados por 90 seg de repouso. O tempo de treino em alta intensidade foi ~13 minutos na semana. 

Os adolescentes poderiam escolher as atividades e faziam as habilidades propostas pelos professores (no caso os pesquisadores). Dos 101 participantes, 22% estavam com sobrepeso ou obesidade e 35% tinha circunferência abdominal muito acima para a idade. 

Os principais achados foi que em relação ao controle, os adolescentes reduziram ~26% os triglicerídeos, reduziram ~4 cm a circunferência abdominal e aumentaram a atividade motora diária em ~16 minutos. 

É pouco estas mudanças, mas com toda a dificuldade encontrada no ambiente escolar para tal proposta, alguns resultados que denotam risco a saúde, mostraram início de mudança positiva, e isso reduz riscos na vida destes adolescentes. 

Não é fácil cuidar da saúde da população, nem dentro do ambiente escolar. Entretanto é possível propor intervenções e abordagens diferentes para os adolescentes, e iniciar o processo de mudança positiva de hábitos ruins.

 

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