Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

O indivíduo com Diabetes tem grandes chances de ter inúmeras complicações como prejuízo das paredes das artérias que pode levar ao infarto, acidente vascular cerebral, perda das sensibilidade tátil e problemas nos rins. 

Além disso, o risco cardiovascular da pessoa com diabetes aumenta quando há desregulação do perfil lipídico. Quando falamos de perfil lipídico, muitas proteínas estão envolvidas para controlar o metabolismo das gorduras, sendo algumas delas as apolipoproteinas (APOs).  

As (APOs) ficam na superfície das lipoproteínas (HDL, LDL colesterol, entre outras) e funcionam como uma identidade paras estas estruturas. A (ApoA1) é um dos principais componentes do colesterol bom HDL e a ApoB100 é constituinte do colesterol LDL.  

Um adendo é que o LDL se torna ruim quando em excesso, pois pode ser facilmente atacado por radicais livres (lixo metabólico), e assim este LDL destrói muitas células. Logo se estabeleceu uma relação entre ApoB/ApoA, sendo os valores altos, muito ruim principalmente para o diabético. 

Taskiten e colaboradores (2010) estudaram 9795 pessoas com diabetes tipo 2 que usaram o medicamento fibrato ou placebo para controle do colesterol. E foi demonstrado que as pessoas do placebo por não melhorarem esse perfil lipídico, os riscos para doença cardiovascular permaneciam altos. 

E se com o treinamento resistido, promovermos importantes adaptações fisiológicas como, aumento das fibras musculares oxidativas, capilarização (aumento de vasos), mitocôndrias, aumento da atividade enzimática, etc, será que poderia auxiliar nesta redução da relação ApoA/ApoB? 

Kadoglou e colaboradores (2012) submeteram 52 pessoas com diabetes tipo 2 (~61 anos), a 3 meses de musculação 3x/semana 3 séries a 60-80% do máximo. Estas pessoas mesmo com medicamentos orais, não tinham o controle glicêmico. 

Entre as principais avaliações, após 3 meses de treinamento resistido essas pessoas reduziram a glicemia e insulina de jejum (-15 e -24%), a resistência insulínica (-42%), fibrinogênio (-9%), ApoB (-58%), relação ApoB/ApoA (-86%) e aumentaram a ApoA (+18%, contida no colesterol bom HDL). 

Essas pessoas diabéticas agora têm menor risco de desenvolver placa de gordura nas artérias ou outras complicações sérias. Por isso é essencial sempre darmos nosso melhor para cuidar das pessoas e fazer a diferença na vida delas.

 

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