Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

A disfunção erétil é uma desordem que além de perturbar a vida do homem, perturba também a vida de suas respectivas companheiras. E isso pode ser um fator que gera impacto negativo na vida destas pessoas (em todos os âmbitos).

Um fato curioso, é que a prevalência da disfunção erétil em homens com menos de 40 anos é ~1 a 10%, chegando a ~20 a 40% nos homens de 60 a 69 anos e de ~50 a 100% nos homens acima de 70 anos. 

A fisiologia normal da ereção, envolve a ação do sistema nervoso parassimpático (sistema que nos freia), ou seja, é necessário que a pessoa esteja relaxada para que a ereção ocorra. Com nervosismo, o sistema simpático (sistema que nos acelera) irá predominar e irá causar vasoconstrição. Para a ereção é necessário a vasodilatação. 

Para isso, o óxido nítrico age nos músculos lisos do corpo cavernoso causando vasodilatação. Ao mesmo tempo, ocorre a compressão de pequenas veias subtúnicas e isso oclui o retorno venoso no local, permitindo manter a ereção. 

Entretanto, fatores biopsicossociais perturbam este funcionamento normal, levando a fisiopatologia erétil. Por exemplo: o medo ou frustação na relação sexual e fatores intra/interpessoais não resolvidos, predispõe o homem a disfunção erétil. 

Desordens neurológicas como Parkinson, Esclerose Múltipla, Alzheimer, também prejudica o homem. Além disso, pessoas sedentárias, fumantes, diabéticas, obesas, com aterosclerose, alcoólatras e que usam drogas (principalmente marijuana e heroína), tem risco altíssimo de insuficiência da artéria peniana. 

Logo, é essencial atuarmos criteriosamente, com amor e dedicação a essas pessoas, para que ocorra mudanças positivas desse quadro clínico e funcional. 

Silva et al. (2016), conduziram uma metanálise de inúmeros estudos envolvendo 478 participantes de 43 a 69 anos com diagnóstico de disfunção erétil, e que realizaram exercício aeróbio de moderada a alta intensidade variando de 8 semanas a 2 anos.  

Foi encontrado que tanto as intervenções de exercício físico de curto prazo (menor que 6 meses) como as de longo prazo (maior que 6 meses), melhoraram o quadro de disfunção erétil.  A estas melhoras, foram apontadas algumas adaptações promovidas pelo exercício, tais como, melhora do perfil lipídico e glicêmico, redução do stress oxidativo e maior disponibilidade de óxido nítrico na vasculatura peniana. 

Sendo assim, fica a mensagem para que vocês homens, procurem mudar os hábitos ruins de vida, pois os profissionais podem transformar suas vidas e melhorar muito a qualidade de vida das inúmeras famílias que precisam desses cuidados. Não deixe para mudar e fazer a diferença amanhã, inicie já!

 

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