Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

Treinar com ou sem orientação profissional?Observa-se muitas pessoas se auto prescrevendo exercício físico. Por mais que estas pessoas pratiquem por um bom tempo o exercício, será que são capazes de estruturar, pensar no stress desejado, saber as adaptações necessárias, analisar técnica de execução, entre outros?
Esta parte específica é importante, claro... sem dúvidas, entretanto, garantir a aderência das pessoas com o treinador /professor /personal ou coach, não depende só de domínio da parte técnica.
Tal assunto aplica-se no trabalho individual, com mais pessoas ou mesmo online, pois um profissional perspicaz e com propósito, encontrará estratégias para atender as pessoas independentemente da situação socioeconômica.
Com relação a desistência ou aderência das pessoas a este serviço, o estudo de Klain e colaboradores (2016) conseguiram entrevistar 100 praticantes e mais 42 pessoas que desistiram do personal.
A maioria destas pessoas eram mulheres (de 18 a 50 anos) e os principais fatores que as motivavam continuar com o personal foram, saúde (83%), prazer (75%), estética (67%), e controle do stress (65%). O que menos motivava era a sociabilização (51%) e a competitividade (46%).
Por outro lado, o grupo de desistentes relataram que a falta de tempo (26%), falta de motivação (14%) e distância da academia (9,5%), não as motivaram continuarem. E a menor % foi a falta de dinheiro (4,8%).
Com relação a “atingir os resultados”, no caso ganho de força, treinar com ou sem professor? Storer et al. (2014), submeteram um grupo de homens ao treino personalizado de força e outo grupo de treino sozinho (3x semana por 12 semanas). Todos eram saudáveis e com experiência no treino de força.
Apenas quem treinou com personal ganhou ~1,2 kg de massa muscular e aumentou ~7% a aptidão cardiorrespiratória. A força aumentou 42% no supino sentado e 35% no leg press para o grupo com orientação e aumentou 19% e 23% respectivamente, para o grupo que treinou sozinho.


Tais achados confirmam parte dos que as pessoas podem conseguir com o treino orientado. Mas pode ser não sustentado a “relação do professor com aluno” pautado só em resultados. Apesar do outro estudo não relatar motivação devido aos resultados, as pessoas precisam destas mudanças.
O treinador é quem passará maior tempo com a pessoa, e já no 1° encontro com alguém que talvez nunca se viu, o profissional tem a chance de se mostrar raro em seu serviço; claro que não é com aula experimental (que não deveria existir) e sim, com uma conversa em ambiente propício para se conhecer e entender melhor a pessoa; mostrando que ela será bem cuidada. Ai o “valor raro” abate qualquer preço! Bom, é apenas sugestão e isto é muito sério e envolve muita responsabilidade com a vida dos clientes.

Capa da última edição

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