Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

O IBGE em 2010 já apontava que a expectativa de vida da população seria maior que 73 anos e predominaria no mundo as pessoas com tal idade. 

Mesmo com a população mais longeva, não deixa de existir os momentos de lazer, prazer, atividades instrumentais e atividades básicas da vida diária. Como essa população poderia viver mais e melhor neste mundo de mudanças e continuar experienciando e vivenciando o que tanto ama fazer? 

Uma das inúmeras alternativas seria a prática de exercício físico. Não há dúvidas que o exercício é benéfico a saúde em todas as idades, principalmente quando falamos de idosos que se sedentários, logo com pouca capacidade de fazer força, sofrem com o quadro de perda de massa muscular (sarcopenia). 

Srikhantan & Karlamangla (2014), acompanharam por ~10 a 16 anos 3659 pessoas acima de 55 anos, em relação a quantidade de massa muscular e risco de mortalidade por todas as causas. Eles encontraram que independente da quantia de gordura e fatores de risco para doença cardiometabólica, pessoas mais velhas e com mais músculos tinham menor mortalidade. 

Kraschnewski e colaboradores (2016) a fim de verificar a associação do conhecimento das recomendações para treinar força e mortalidade, acompanharam por 15 anos 30162 idosos de todos os 50 estados dos EUA. Encontraram que idosos que treinavam força pelo menos 2x/semana, tinham 45%, 19% e 41% menor risco de morte por todas as causas, por câncer e por doenças cardiovasculares. 

Artero e colaboradores (2010) acompanharam por 18,3 anos, 1506 homens hipertensos acima de 40 anos de idade. Foi avaliado a força pelo teste de 1RM no Bench Press e Leg Press e após diagnóstico do nível de força em baixa, média e alta força muscular, relacionaram esses dados com inúmeras variáveis de saúde. 

Foi encontrado que os homens mesmo com hipertensão, porém com alto nível de força, tinham 36% menor risco de mortalidade por todas as causas, 41% por doença cardiovascular e 34% menor risco de mortalidade mesmo tendo aptidão cardiorrespiratória regular. 

Podemos sim proporcionar mais qualidade e mais na vida nas vidas das pessoas. Seja elas estando próximas ou distantes de nós. Um melhor quadro clínico e funcional, maior autonomia na vida e menor dependência de terceiros, permitirá que nossos idosos de hoje e amanhã, tenha maior saúde e disposição para viver uma vida prazerosa. E não uma vida pequena e/ou fútil e inútil.

 

Capa da última edição

capa IN

Curta-nos no Facebook