Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

A população está ficando mais idosa e junto aumenta a frequência no aparecimento de desordens neurodegenerativas. Tais desordens incluem a doença de Alzheimer, demência, prejuízo cognitivo, entre outras. 

Com a idade mais avançada os idosos tendem a ficar mais tempo no sedentarismo, e sabemos que muitos prejuízos na vida deles, sejam no âmbito fisiológico, psicossocial e emocional, só se agravarão. 

Daí a importância de atuação profissional não somente para resgatar suas independências, mas também para proteger e prevenir contra o agravamento da perda de atenção, orientação e memória, dificuldade com cálculos, linguagem, lembranças da vida, e até mesmo com a habilidade de desenhar. 

No estudo longitudinal de Hoang e colaboradores (2016), eles acompanharam por 25 anos 3247 adultos de várias etnias. Foi investigado a associação entre os hábitos de assistir TV, prática de exercício e como ficaria a cognição ao longo do tempo. 

Após 25 anos de acompanhamento, encontraram que aqueles que assistiam menos TV (menos que 3h/dia) e se exercitavam (2-5h/semana), tinham melhor função cognitiva, função executiva e processava mais rápido as informações nos testes neuropsicológicos (um deles foi o StroopTest). 

Robitaille e colaboradores (2014) acompanharam por 10 anos, 470 idosos de 79 a 98 anos. No 1° encontro com os pesquisadores, já observaram o declínio cognitivo em função do exercício. Só que agora eles associaram o quanto as interações sociais tinham influencias. 

Encontrou-se nos resultados que o engajamento no exercício, prevenia declínios na visualização espacial e velocidade no processamento de informações. Além do mais, esses idosos ativos realizavam mais atividades cognitivas (ler, escrever, jogos, estudos, etc.) e o fato de interagir com mais pessoas, de maneira indireta contribuía para melhora da cognição deles. 

No estudo recente de Gallaway e colaboradores (2017), eles propuseram potenciais mecanismos pelo qual o exercício contribui com a melhora cognitiva dos idosos. Foi incluído: o aumento do fluxo sanguíneo cerebral e mais vascularização, redução da pressão arterial a fim de evitar AVC, melhora do perfil lipídico e até mesmo a melhora do sono.  

Isso é um pouco dos benefícios que os idosos podem ter para preservar sua função cognitiva. Sempre será um privilégio enorme vivenciar tais conquistas junto com esta população, mas para isso será necessário sensibilidade e capacitação profissional para dar o melhor a eles.

 

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