Colunista Anderson Gregório Joaquim

Exercício Físico e Saúde
Anderson Gregorio Joaquim
- Mestrando em Ciências - FMRP – USP
- Formado em Educação Física e Esportes pela EEFERP - USP
- Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela UNAERP

 

Reduzindo fatores de risco com Musculacão + treino Aeróbio Muitos fatores de risco para doença cardiovascular são silenciosos e não geram sintomas de imediato. Muitas pessoas “vão levando” suas vidas, e muitas não têm vontade de saber mais sobre si mesmo. Mesmo que o foco aqui é metabólico, conhecer a si mesmo vai muito além de olhar para números de exames geralmente incompreendidos pela maioria.

Praticamente todos os fatores de risco alterados, gerará dano cardiovascular, na circulação, coração e cérebro. Alguns desses fatores incluem: sedentarismo, circunferência abdominal maior que 80 cm (mulheres) e maior que 94 cm (homens), glicemia casual acima de 140 mg/dl, hipertensão, etc. 

Tem se discutido bastante a respeito de propostas de exercício que gere aderência e resultado. Uma destas propostas é executar na mesma sessão de treino, parte de um treino dinâmico (aeróbio) e treino contra resistência. 

Ho e colaboradores (2012) separaram aleatoriamente 64 homens e mulheres obesas, para realizaram 3 propostas de treino por 12 semanas. G0- controle (sem treino); G1- 30 min de treino aeróbio ~60% da frequência cardíaca reserva; G2- 30 min de treino resistido, 4 séries de 8-12 repetições de 5 exercícios de musculação; G3- treino combinado (15 min de exercício aeróbio + 15 min musculação com 2 séries). Iniciaram 

com 3x/semana e avançaram com mais 2 treinos para realizarem sozinhos. 

Como resultados observam redução na ingesta de alimentos nos grupos G1 e G2. Todos os 

grupos que treinaram reduziram a porcentagem de gordura e a gordura androide (abdominal avaliada no DEXA), tendo maior efeito no grupo combinado.

Também encontraram que os grupos só musculação e combinado, reduziram a apolipoproteina B48 (apoB48) que marcam os Quilomícrons (carregam gordura da dieta). Todos da intervenção reduziram a circunferência abdominal, apenas o grupo combinado aumentou a aptidão 

cardiorrespiratória e apenas o grupo musculação reduziu o QR, mostrando maior oxidação de gorduras em repouso. 

Isso vem demonstrar que no caso de pessoas já com obesidade, podemos ajuda-las a reduzirem seus fatores de risco para doenças cardiometabólicas. Para os não doentes, o exercício contribuirá para que não fiquem doentes, e isso já faz uma grande diferença positiva na vida delas. 

 

Capa da última edição

capa IN

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