Se tem uma coisa que a Consultoria de Estilo evita ao máximo é colocar regras para as clientes. Somos nós, seres pensantes e inteligentes, que devemos decidir o que é “o certo ou errado” e o que “pode não pode”. Afinal, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, né não?!

O “certo e errado” proposto pelas revistas de modaÉ tão gostoso ficar olhando revistas, né? Eu adoro! Gosto de várias delas. Mas tem uma coisa que acho preocupante, que é o tal do certo e errado e do pode/não pode que as mídias propagam. Gosto é muito subjetivo. O que é lindo para uma é feio para outra. Então, como generalizar o vestir? Precisamos, antes de mais nada, entender quem somos para depois entender o que vestimos. E isso é muitooo pessoal e íntimo. É por isso que na Consultoria de Imagem e Estilo trabalhamos individualmente com cada cliente, pois precisamos traduzir as prioridades de cada uma.

A nossa relação com nosso corpo, formas e traços precisa ser satisfatória para a gente mesma. O padrão que está lá nas revistas foi criado. Já pensou se todas as mulheres do mundo tivessem o cara e o corpo da Gisele? Seríamos lindas, porém sem diferencial nenhum. Então, molde seu cérebro para filtrar as informações da mídia. Todas elas. Ouço muitas mulheres dizendo: “eu adoraria usar essa calça, Nessa modelo está linda, mas para mim não combina”. Ops, se ela disse “adoraria” é porque aquela calça despertou algum tipo de emoção. Mas quando diz que “para mim não combina” está se enxergando no corpo da modelo e não no dela própria. Precisa mudar esse conceito.

Esse surto de afetação que toma conta da comunicação de moda promete um padrão imposto, que às vezes chega a ser artificial. As expressões são bonitinhas, mas não funcionam na vida real. Então, tira seu olhar do piloto automático e arrisque-se com os palpites da sua própria intuição, sendo fiel ao seu estilo e gosto pessoal. A Consultoria de Estilo foca o trabalho no seu autoconhecimento e nos seus recursos internos (leia-se criatividade e desenvolvimento das habilidades no vestir), desperta um novo olhar para o que já se tem no armário, versatilidade de peças e usos. Na real, é isso que empodera, fortalece emocionalmente, dá segurança e aumenta a sua autoestima.

O grande lance ao ler que baixinha não pode usar saia longa, por exemplo, é pensar “posso sim, claro que posso”. Todo mundo pode usar tudo o que quiser lançando mão de truques que ajudam a equilibrar tudo isso. O meu papel é ajudar cada mulher a descobrir isso, valorizando seus pontos fortes e diferenciais de beleza. Afinal, todo mundo tem uma melhor versão de si mesma.

 

Capa da última edição

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