coluna claudia 948O título que você acabou de ler acima é uma lição bem simplesinha, mas serve de aprendizado para a vida {a que se leva ou que se pretende levar, nos mais diversos assuntos}

Estava num bate-papo com uma amiga, quando ela começou a contar sobre uma viagem que estava planejando. O plano era ir para um resort, daqueles bem massa, em que a comida e a bebida são abundantes e estão lá totalmente à disposição, o dia todo. Mas, ao invés de sentir alegria na fala dela, senti uma aflição e quis entender o motivo. Ela resistiu um pouco, mas acabou confessando que tinha medo de não saber lidar com a compulsão pela comida, já que estava fazendo uma dieta rígida para ir linda para a praia.

Ela estava tão preocupada com isso que até chorou. Pausa. Três longas e profundas respirações {é assim que a gente ganha tempo para pensar no que dizer, ao invés de falar mais besteira do que seu interlocutor merece ouvir}. Primeiro pedi para que ela tivesse calma. “Amiga, não sofre por antecipação, vai. Ainda faltam meses para a sua viagem e você já está pensando no desgosto ao invés do gosto”. Ela me olhou um tanto confusa. E expliquei: Você está focando toda sua preocupação nos “quilos” e não no prazer de desfrutar de momentos maravilhosos com a sua família, em um lugar lindo e possivelmente, sim, com uma comida também maravilhosa. Deixa pra pensar nisso quando chegar lá. Tudo tem seu tempo. E para tudo precisa ter equilíbrio. Com foco todo mundo é capaz de conquistar isso.

Por que é que a gente ainda se deixa guiar pelos problemas e pelas dores?! Em vez de focar naquilo que queremos, gastamos toda energia mental nos concentrando naquilo que NÃO queremos. A consequência disso é uma só: expandimos o problema ao invés de materializarmos a solução.

Se o problema é a forma física {e eu garanto que a minha amiga está mais gata do que ela mesma consegue enxergar} muda o foco da comida para a atividade física, bem no estilo perder para ganhar. Tipo assim: vou comer moderadamente porque a minha prioridade é manter o peso que tanto lutei para conseguir. E tem outra questão importante para se pensar: se o problema, por exemplo, é o seu quadril que é grandão {e talvez para isso não tenha solução} tira o foco dele e coloca energia no seu rosto, que muito provavelmente seja lindão.

Suas escolhas devem ser pautadas pelos seus valores. Não deixe que esse tipo de questão vire problema. Porque, de verdade, não é. Os problemas são temporários, e, se deixarmos que eles guiem nossas escolhas, ao invés dos nossos valores, acabaremos sempre adotando soluções paliativas e sem resultado. Não gaste mais energia contando as calorias do prato do que curtindo a paisagem e a sensação de sentir a brisa do mar batendo no rosto. Saca?

 

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