Fabiano Santos

Manuscritos de Ideias

Fabiano Santos
Nascido em Itapeva/SP, Fabiano Santos é formado em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa, Pedagogia e especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira. Atua como professor efetivo nas redes Municipal e Estadual. Autor do livro de poesias, “Amoresias”, adora escrever sobre temas atuais da sociedade.

Ah, o amor! Aquele sentimento que transforma os corações dos apaixonados; une as almas em um único laço inseparável; cria um vínculo de emoções e sensações jamais transcritas em uma canção. O amor, esse dom divido recebido por seres abençoados. Amor entre duas pessoas, dois ventríloquos manipulados pela majestade destruidora de mentes; estar apaixonado é cometer um “crime”.

Amar é tão somente quanto devorar um coração servido ao sangue, amamos propositalmente o fato de que somos opositores da razão, amamos sem saber que tudo depende de um ponto de vista.

Comemorado no último dia 12 (segunda-feira), o “Dia dos Namorados” foi uma oportunidade de demonstrar em ações inovadoras, tudo o que o amor é capaz, embora os casais devessem fazê-las todos os dias. Mas de maneira especial, a data transpirou paixão e inspiração.

Desde os tempos antigos, eram comuns as declarações de amor, sejam através das cartas, serenatas ou cortejos pelas praças. Com o passar do tempo, a essência dessa comemoração foi perdendo o foco e tornou-se meramente comercial. O comércio enxergou a celebração do amor como um prato cheio para rendimentos financeiros, embora não tenha atingido a quantidade de público esperada.

Surgiu também a diversidade do amor, seja heterossexual ou homossexual, real ou virtual, toda forma é considerada justa, como diz a letra da música de Lulu Santos. Cada um é dono da sua própria cabeça e sentença, somos dotados do livre arbítrio; estamos todos seguindo um caminho em busca da felicidade, e com certeza chegaremos ao destino.

Em poucas palavras, encerro esse singelo texto sobre a complexidade e simplicidade do verbo amar, citando uma das poesias do meu livro: “Fui apresentado ao Amor Verdadeiro, e nos demos tão bem. Intimidade, empatia, felicidade; nossa conversa foi longa, parece que ele sempre esteve aqui. O Amor estava solitário, como um beija-flor sem a flor, o vinho sem a uva, o céu sem a lua. E ao ficarmos amigos, tudo mudou. As folhas coladas nos galhos, o frio aquecido pelo fogo, o batimento em dois corações cicatrizados. Essa não é uma história inventada; tão real quanto o Amor e eu”.

 

Capa da última edição

capa IN

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