Fabiano Santos

Manuscritos de Ideias

Fabiano Santos
Nascido em Itapeva/SP, Fabiano Santos é formado em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa, Pedagogia e especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira. Atua como professor efetivo nas redes Municipal e Estadual. Autor do livro de poesias, “Amoresias”, adora escrever sobre temas atuais da sociedade.

A talentosa e saudosa Carmen Miranda, com seu turbante de frutas tropicais, já disse na mais famosa de suas canções: “Que é que a baiana tem? Que é que a baiana tem? Tem torço de seda, tem! Tem brincos de ouro, tem! Tem bata rendada, tem! Pulseira de ouro tem! Tem saia engomada, tem! Sandália enfeitada tem! Tem graça como ninguém. Como ela requebra bem.” E é aqui de Salvador, capital da Bahia, que escrevo esse texto.

Primeira sede da administração colonial portuguesa do Brasil, Salvador é uma das cidades mais antigas da América e uma das primeiras cidades planejadas, ainda no período do Renascimento. Fundada em 1549 por Tomé de Sousa, é destino certo de muitos turistas que viajam pelo Brasil: a cidade é um museu vivo da história e da diversidade que o nosso país oferece. Símbolo da mistura de credos e etnias, a cultura que se formou na Bahia é rica, repleta de gente alegre que só precisa de sol para ser feliz. A cultura baiana é forte em todos os aspectos e se destaca na culinária, na arquitetura e nas expressões artísticas.

O povo é tão hospitaleiro que parecemos estrelas de Hollywood; além da cordialidade e simpatia estampadas nos rostos, os baianos conseguem transparecer, com naturalidade, que a alegria em receber os turistas é a maior riqueza que a cidade pode oferecer.

Já viajei para lugares encantadores em beleza, como Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Bonito (Mato Grosso do Sul), Rio de Janeiro, mas nenhum como a São Salvador da Bahia de Todos os Santos. É impossível uma comparação de características, cada canto possui uma magia única e inesquecível, mas Salvador criou certo “feitiço” em mim que não sei explicar.

Viajar é o maior bem que uma pessoa pode adquirir, é entender como a vida é passageira e que devemos aproveitá-la a cada segundo, explorando tudo o que há em nossa volta. Pobre é aquele que acumula riquezas materiais e nunca foi até a esquina da rua vizinha ou voou pelo céu em busca de novas percepções. Viajar é investir em si mesmo, é uma poupança com valores e correção monetária psicológica sem cálculos, de taxas excessivamente úteis para a vida toda.

Muitas pessoas acham que viajar é algo desnecessário, um desperdício de dinheiro; não compreendem que o ser humano necessita conhecer novas culturas, respirar outros ares, navegar pelos mares do desconhecido e encontrar-se em experiências maravilhosas. Viajar é semear várias vidas em uma.

 

Capa da última edição

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