Fabiano Santos

Manuscritos de Ideias

Fabiano Santos
Nascido em Itapeva/SP, Fabiano Santos é formado em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa, Pedagogia e especialista em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira. Atua como professor efetivo nas redes Municipal e Estadual. Autor do livro de poesias, “Amoresias”, adora escrever sobre temas atuais da sociedade.

Ontem comemoramos o “Dia das Crianças”, dada dedicada aos pequenos de tamanho e em idade, mas também aqueles que têm a alma doce como a infância. É um dia dedicado à inocência e esperança de um futuro melhor, lembranças de adultos saudosistas da mais bela etapa da vida. Ser criança é carregar a singela perspectiva de felicidade eterna, aproveitar os momentos sem a preocupação do amanhã; o presente é um tesouro incalculável.

Lembro-me claramente da minha infância, e sinto certo remorso de não ter aproveitado totalmente a fase das brincadeiras. Assim como as crianças atuais, cresci dentro de casa, assistindo televisão e com brinquedos oferecidos nas propagandas dos intervalos dos desenhos animados. Não era por falta de opção, era simplesmente questão de gosto; eu preferia a segurança das quatro paredes do que o ar livre cheio de perigos. Meus pais sempre me protegeram muito, uma forma de demostrar o carinho; consideram que somos eternas crianças despreparadas para o mundo cruel que engole a todos.

É na infância que a imaginação circula pelas veias junto ao sangue, os sonhos são baseados em super-heróis e a referência em beleza são as princesas aprisionadas em torres povoadas por bruxas e dragões; voar é questão de falta de oportunidade, mesmo porque o céu não passa de um tecido azul cheio de fumaça das fábricas de chocolate. Como era bom aquele tempo que tudo era concreto.

Crianças têm o dom de inventar e reinventar, misturar as cores sombrias dos problemas e viver intensamente cada segundo debaixo do sol; são capazes de transformar os pesadelos em soluções cabíveis a travessuras. Elas não esperam recompensas por favores, não enxergam a maldade humana, tão pouco a fazem.

Apesar de toda tecnologia do mundo moderno e tantas brincadeiras eletrônicas que atraem os pequeninos, não inventaram nada mais encantador e envolvente na infância do que as doces lembranças das antigas brincadeiras, histórias e cantigas, que marcaram gerações. Essas lembranças ainda podem fazer a diferença e marcar essa nova geração tecnológica. Acredito que o moderno e os grandes avanços podem dividir espaço com o melhor da tradição. É bom estar sempre bem informado, ver, ouvir e falar com pessoas queridas que estejam a quilômetros de distância, mas nada substitui a alegria e prazer de ter essas pessoas bem perto, poder abraçar, beijar e dividir com elas um simples café com bolinho.

Nossas crianças merecem cuidados, estão em constantes riscos de crimes, sejam físicos ou psicológicos, embora existam leis que as protejam, é papel da sociedade interferir em prol ao desenvolvimento saudável e integral desses seres tão especiais que transferirão para as próximas gerações todo o amor que receberem agora. Devem ser lapidadas como diamantes raros e valiosos, sempre com cautela e atenção.

 

Capa da última edição

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