Luiz Eduardo Galvão de Morais

Pacato Cidadão

Luiz Eduardo Galvão de Morais

dugalvaomo@gmail.com

Aleluia, Aletheia!

Nas últimas semanas o brasileiro teve a oportunidade de conhecer a verdadeira face de Lula. Este político que governou o Brasil praticamente a primeira década toda do século corrente, deixou sua máscara cair. Ou melhor, tirou sua máscara, de livre e espontânea vontade. Para as pessoas que são mais interessadas por política séria e honesta e o mundo que a envolve, e eu sou uma delas, Lula não passa de um demagogo oportunista, já faz muito tempo.

Acompanho a política no Brasil, e isto inclui a trajetória de Lula, desde que minha consciência política como cidadão começou a ser formada, com meus 8 ou 9 anos de idade. Me lembro bem de seus comícios fervorosos, de seus debates ferozes com Fernando Collor e Leonel Brizola, entre outros. Naquela época, ele ainda era autêntico, falava o que queria, era até meio bruto, mas “colocava na mesa” suas ideias, sem rodeio. Sempre como oposição, criticando, e só criticando, todos os governos, a tudo e a todos. É aquela velha história: pimenta nos olhos dos outros, não arde. Anos depois, já mais bem assessorado, com palavras mais sofisticadas e utilizando o seu belo dom da comunicação, travou grandes batalhas com Fernando Henrique Cardoso. Criticando, e só criticando. É aquela velha história: pimenta nos olhos dos outros, não arde. Não, caro leitor, não repeti parte do parágrafo por engano. O fato é que realmente, desde que acompanho a política em nosso país, Lula e seus companheiros, antes de chegarem ao poder, dedicaram suas vidas a destruir o que os outros construiam. Mas depois de alcançarem as tetas da vaca, não pararam mais de mamar. Confesso que em seu primeiro mandato como presidente da república, Luiz Inácio me surpreendeu positivamente; até a página dois da história somente, porque quando começou a vangloriar-se por ser o “pai dos pobres”, o “cara”, o político que equalizou as classes sociais no país, eu já me dei conta de que se tratava de uma pessoa que somente queria o poder, e para que mantivesse o mesmo em suas mãos durante um bom tempo (e é o que acabou acontecendo), tinha que “dar um jeito de conquistar o povão”, ou seja, alienar as pessoas menos esclarecidas com programas sociais mal controlados, mudança em fatores econômicos com uma irresponsabilidade imensa e com a oratória afiada, falando só o que interessava para ele e para seus companheiros e sempre fugindo das questões reais e importantes, com atuações dignas de estatueta de oscar. E seus “melhores amigos” também são assim.  Porém, tudo acaba um dia. E a farra dele, está prestes a findar.

 Alguns dias antes do dia em que Luiz Inácio foi levado coercitivamente para prestar depoimenta na investigação do caso Lava Jato, pela operação Aletheia (que pode ser traduzido do grego para “em busca da verdade”), realizada pela Polícia Federal´(PF), o governo já havia realizado uma manobra política para mudar o comando no Ministério da Justiça (que tem poder hierárquico sobre a PF), porque a patota já estava percebendo que a “batata estava assando”. Parece que não adiantou. Na data em que tal operação foi deflagrada eu ainda estava gozando de férias do meu trabalho. Acordei cedo ligando a TV e vi a reportagem sobre o fato de terem levado ele para depor. Pensei com meus botões: “agora quero ver o que ele vai fazer”. À tarde, estava eu judiando do controle remoto da minha televisão, quando me deparei com Lula, todo amoado, se fazendo de coitado, chateado, esbravejando, dizendo que a PF iria se arrepender do que fez, que tinham ido longe demais e que se achavam que haviam matado a jararaca (ele mesmo se intitulou assim e, pelo que eu saiba, jararaca é venenosa), estavam enganados. Pensei de novo com meus botões: “uai, tá nervosinho...”. Depois vi outro trecho do pronunciamento dele, no qual contou toda aquela história para emocionar seus “fãs”, que estão mais para “fãnáticos”, de que acordava cedo para trabalhar, que batalhou muito na vida, et cetera. Eu perguntei para meus botões: “botõezinhos, e qual brasileiro não batalhou muito na vida?”. Por fim, o mestre da demagogia convocou os militantes, de diversos grupos, para protestar. Fiz outra pergunta aos meus botões: “é o Lula ou é o Fidel Castro que está falando?”.

Enfim, ele mostrou quem é de verdade. Ñão deu esclarecimentos ao povo sobre o que deveria dar e deixou escancarada para todo mundo ver a sua prepotência de querer estar acima da lei (que é igual para todos). Dilma, ao visitá-lo, somente corroborou a tese de que é uma afilhada política de Lula e que não passa de um fantoche no poder. Mas, para o bem de todos nós brasileiros, ainda existem pessoas sérias nesse país, e com o trabalho delas, a “casa está caindo” e o “leite está acabando”, para quem está acostumado a mamar.


 

Luiz Eduardo Galvão de Morais Paixão
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