Luiz Eduardo Galvão de Morais

Pacato Cidadão

Luiz Eduardo Galvão de Morais

dugalvaomo@gmail.com

Golpe baixo

Este mês de Março de 2016 está entrando para a história do Brasil. Até certo ponto, de forma positiva, pela atuação implacável do juiz Sérgio Moro na insaciável e imparcial busca pela justiça e pelas investigações executadas pela Polícia Federal (PF). Ambos os pontos positivos nesses acontecimentos são oriundos de nada mais do que o simples e básico sentimento de “fazer o que tem que ser feito”, ou seja, aplicar as leis de forma igual, para todos. Os petistas fanáticos e alienados pelo “companheiro líder” Lula, com certeza não concordam com esse meu ponto de vista. Uso a expressão que se refere ao fanatismo e alienação porque é a única forma que acho para explicar como é possível que pessoas acreditem cegamente num ser humano que sempre se julgou honesto, mas se sujeita a usar a máquina do governo para ter foro privilegiado em um possível julgamento. Não sou partidário, como já disse inúmeras vezes. E não é perseguição de minha parte ao PT e ao Lula ou quem quer que seja do partido, o qual também possui pessoas sérias, honestas e que estão muito envergonhadas com o desenrolar de tudo isso. O fato é que realmente é quase que natural que uma pessoa que tenha o mínimo de senso de justiça fique indignada com essa parte dessa turma que veste vermelho. Diriam os “companheiros” que idolatram Lula: “é perseguição, estão tentando enfraquecer o Lula e o PT... perseguem-nos porque fizemos muito pelo país. Por que não investigam Fernando Henrique e o PSDB?”. Eu respondo: tenho certeza de que se existissem mínimas irregularidades envolvendo FHC e os tucanos, o PT e Lula, que já tiveram 12 anos de poder, o teriam usado e investigado para jogar a b.... no ventilador com o intuito de todo mundo ficar sabendo. Afinal, o que mais eles souberam fazer quando eram oposição? Acusar, criticar, desdenhar e principalmente invejar.

No início do parágrafo anterior eu me referi ao resultado dos acontecimentos atuais no cenário político do Brasil como  só “até certo ponto, positivo” porque na minha opinião, o estrago é bem maior que o benefício. Basta analisar os fatos com calma. Fato 1: manobra efetivada no Ministério da Justiça, com mudança de comando, tentando “brecar” o ímpeto da PF em sua atuação na operação Lava Jato. Fato 2: tentativa de manobra no Ministério da Casa Civil, por parte da presidente Dilma, para proteger Lula, com a desculpa esfarrapada que ele entraria no governo para fortalecer a gestão, mas que na verdade configurou uma tentativa de golpe, de perpetuação no poder. São só 2 fatos, dentre muitos, que exemplificam como nosso país se encontra. Uma lástima. Eles tentaram “botar medo” na PF para que a investigação da Lava Jato não tomasse os rumos que tomou. Tentaram, e ainda tentam, enfiar Lula goela abaixo do povo brasileiro, como Ministro Chefe da Casa Civil, principal ministério da federação, função a qual dá todo o poder de articulação política no planalto, com duas motivações: dar tempo e status a ele para que seja julgado de forma, digamos assim, “diferente” e, não tenho a menor dúvida, “preparar o terreno” para uma possível perpetuação no poder, via golpe, nos modelos novos da sociedade moderna, isto é, implantar uma neoditadura (ditadura maquiada de democracia), na qual um grupo governa por 20, 30 e até 40 anos uma nação, com a desculpa de que tudo foi “aprovado” nas urnas. Como na Venezuela????? Aliás, Lula e o falecido Hugo Chaves eram muito próximos. Não é sem motivos que o atual neoditador daquele país fez até pronunciamento “defendendo” o coitadinho do Luiz.

O mais vergonhoso é a imagem que o país passa para o resto do globo. Como o mundo encara um país no qual um ex-presidente, que se diz a pessoa mais honesta da nação, é investigado, com provas contra, e que é defendido veementemente pela atual presidente? Como o mundo encara um país no qual o governo usa o poder para nomear essa pessoa que está sendo investigada para um cargo tão importante? Se você leitor fosse um empresário italiano, espanhol, americano, japonês, indiano, ou de qualquer outra nacionalidade e enxergasse potencial para investir no Brasil, ganhar dinheiro aqui, gerar empregos, et cetera... faria isso, nesse cenário? Eu, não. O nosso país está com a imagem horrível lá fora: uma nação sem comando, com um governo corrupto, com uma base dividida e com um grupo tentando se manter no poder a qualquer custo.


 

Luiz Eduardo Galvão de Morais Paixão
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