Luiz Eduardo Galvão de Morais

Pacato Cidadão

Luiz Eduardo Galvão de Morais

dugalvaomo@gmail.com

Divórcio

“Tim, Tóm! Tim, Tóm! Atenção senhores passageiros, estamos chegando ao nosso destino. Mantenham-se calmos e atentem-se aos procedimentos de segurança, caso sejam necessárias suas utilizações. O desembarque acontecerá dentro de alguns minutos.” - o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) adotou os procedimentos de segurança necessários e desembarcou do vôo suicida, sem problemas. O dia 29 de Março de 2016 é só mais um na história dessa agremiação, que tem ideiais muito bonitos, mas mostrou que a parceria com o PT ocorreu só na “saúde e na alegria” e não teve valor para a “doença e a tristeza”. “Tiraram a aliança”. “Abandonaram o barco”. “Pularam fora”. Qualquer uma dessas expressões que quisermos utilizar para ilustrar a situação, será bem aplicada. Se bem que, se analisarmos friamente tudo o que está acontecendo, para quê ficar ao lado de um grupo de pessoas que insiste em mentir descaradamente, com ônus para a imagem do país e, consequentemente, para sua economia e seu povo? Desse ponto de vista, “demorou”. Reitero minha opinião de que a atitude de abandonar o apoio ao governo me pareceu uma jogada de interesse e não de convicção ou de conflito ideológico (porque se fossem esses os motivos, já o teriam feito quando o mensalão veio à tona) , mas não posso deixar de considerar que a situação de apoiá-lo estava extremamente desconfortável e desgastante para a imagem do PMDB, que na história de nosso país, não nos esqueçamos, através da liderança positiva de Ulysses Guimarães, lutou pela democracia (a qual um certo grupo está tentando dar uma “certa modificada” atualmente), que nos permite exercer nossa cidadania de forma plena.

O grande problema nisso tudo é que os ícones do partido, atualmente, não serviriam nem para engraxar os sapatos do Sr. Ulysses. E não são flores muito cheirosas. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal (PF) sobre a operação Acarajé (que investiga repasses suspeitos a 279 políticos por parte da construtora Odebrecht – que está mais suja que bunda de bebê com diarreia), muitos envolvidos são pessoas importantes e oriundas dessa legenda. E eles são até apelidados “carinhosamente”. Eduardo Cunha, por exemplo, é o “caranguejo”. Eduardo Paes, o “nervosinho”. Sérgio Cabral, “proximus”. José Sarney, o “escritor”.  “Viagra” foi o apelido dado para Jarbas Vasconcelos. A PF considera que os apelidos eram codinomes para tentar ludibriar possíveis investigações. Não funcionou. E temos que considerar também que o PMDB esteve ao lado de Lula, de Dilma e do PT em todos esses pouco mais de 12 anos recheados de falcatruas e sacanagens que estes realizaram. Para mim, não cola essa história de que “não compartilhamos e não concordamos com isso”. Então que tivessem dado um “pé na bunda” do PT, anos atrás. Porque este último é que dependia deles para ter maioria e governabilidade e não ao contrário. Penso assim: se foi conivente, participou e ponto final. Ou será que dentre os 4,8 milhões de santinhos que os Correios distribuiram (houve sim utilização ilegal das estatais para benefício próprio) nas campanhas de Dilma não haviam alguns vinculados a nomes peemedebistas?

A separação foi traumática para a esposa abandonada Dilma. Ela está tão magoada e depressiva que, dizem boatos, cancelará sua viagem aos Estados Unidos da América (EUA), marcada para o dia 31 de Março, porque tem medo de que o esposo traidor Michel Temer convença “seus filhinhos” (o povo brasileiro) de que é melhor ficar com o “pai” e não com a “mãe”. Como estou escrevendo esse artigo no dia 29 de Março e a viagem ocorrerá só dois dias depois, não sei se o boato é verdadeiro, mas aguardarei o desfecho de mais esse capítulo da novela “A usurpadora”. Não a mexicana. A brasileira mesmo.


 

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