Luiz Eduardo Galvão de Morais

Pacato Cidadão

Luiz Eduardo Galvão de Morais

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Corrupção generalizada: o mundo na UTI

Um vazamento escandaloso de mais de 11 milhões de documentos indica o envolvimento de pessoas politicamente expostas (PPE), famosos e chefes de Estado e surpreendeu o mundo todo essa semana. O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI) revelou no último Domingo, dia 03 de Abril, que, através de arquivos secretos obtidos no escritório de advocacia panamenho Mossak Fonseca, empresas offshore (geralmente organizações abertas em nomes de terceiros que movimentam contas bancárias em paraísos fiscais) de todo o mundo estavam utilizando desse artifício para evadir dinheiro e fugir do fisco, tanto na pessoa jurídica, quanto na personificação da empresa pela pessoa física dos proprietários. Porém, vale ressaltar que o fato de uma empresa ser offshore, não significa que ela é ilegal. Não há impedimentos em abrir empresa fora do país e em nome de terceiros (muitos donos de fato são administradores por procuração e não pelo contrato social), desde que não exista sonegação de informações às instâncias de regulação fiscal dos países de origem e destino.

Para se ter a ideia da dimensão da coisa, a averiguação dos documentos está sendo realizada por 376 jornalistas de 76 países do planeta. No Brasil, as mídias “O Estado de São Paulo”, “UOL” e “Rede TV” são os canais de investigação, que já contabilizou mais de 210 mil empresas offshore envolvidas no esquema de corrupção global. Os dados estudados são 1977 a 2015 e mais de 100 delas são de propriedade de brasileiros e a esse número estão ligadas pelo menos 57 pessoas envolvidas na operação Lava Jato.  Além disso, nosso país conta com 551 Deputados Federais, 248 Senadores, 1061 Deputados Estaduais e 424 Vereadores com vínculo nas maracutaias. Isso se não descobrirem mais com o tempo. Entre os brasileiros mais famosos que estão sendo investigados, constam: Delfim Neto (economista renomado), Edison Lobão (Senador - PMDB), Eduardo Cunha (Presidente da Câmara dos Deputados - PMDB), Família Feffer (controladora do grupo Suzano), Sérgio Guerra (presidente nacional do partido PSDB) e a empreiteira Odebrecht. Por incrível que pareça, nomes vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) não apareceram até agora nos documentos (por enquanto, porque se as investigações forem aprofundadas em relação à empreiteira, pode surgir uma estrelinha vermelha no fim do túnel). Os partidos até agora envolvidos, através de seus representantes são: PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB. Ou seja, o PT está cagando no Brasil, mas existe muita gente corrupta na oposição também.

Devido ao escritório envolvido ter sede no Panamá, a investigação é denominada internacionalmente como Panamá Papers. VIPs (Very Important Peoples, “pessoas muito importantes”, na tradução para o português) mundiais, como o presidente russo Vladimir Putin (que como todo russo arcaico insiste em dizer que os Estados Unidos é que estão manipulando as investigações), Pilar de Borbon (irmã do rei da Espanha) e Lionel Messi (que dispensa apresentações) também estão sendo investigados.

Enquanto isso, aqui no Brasil a presidente Dilma, no desespero para fugir do impeachment, está barganhando cerca de 500 a 600 cargos federais com os aliados restantes, para ver se consegue evitar seu final trágico. Só que ela é “dura na queda”: diz que só nomeia depois que a possibilidade de ser “impeachmada” sumir. Vale de tudo para conseguir mamar leite fresco nas tetas do governo: faltar na votação alegando estar doente ou com outra justificativa, além de, em caso de comparecimento, votar contra o impechment, é claro. Já Lula está andando pelo país e dizendo que Temer quer o poder sem ser eleito. Lulinha, Lulinha... Michel é vice da Dilma, eleito junto com ela... Se a presidente sair é ele que assume. Esqueceu, “companheiro”? Quer saber, caro leitor, já estou de saco cheio do Lula e da Dilma. E dos amiguinhos deles também. São muito mentirosos, não têm vergonha alguma de serem assim e ainda falam que um possível impechment é golpe. Golpe? Então Fernando Collor foi golpeado. Ah, coitado. A corrupção existe no mundo todo e vem de todas as direções, até de onde menos se espera, como o caso Panamá Papers está mostrando. Mas gente cínica e cara de pau... pôxa, o PT é uma fábrica disso.


 

Luiz Eduardo Galvão de Morais Paixão
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