Luiz Eduardo Galvão de Morais

Pacato Cidadão

Luiz Eduardo Galvão de Morais

dugalvaomo@gmail.com

O atual Presidente da República e quase octogenário, senhor Michel Temer tem sido objeto e assunto de todos os brasileiros no momento. Existem aqueles que o defendem e outros que o criticam veementemente. Michel Miguel Elias Temer Lulia, político partidário do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é atualmente o líder supremo da sigla. Dita e escreve. Vem utilizando a tática do “me ame ou me odeie” para liderar seus pupilos e conseguir aprovar ou vetar o que quer. Após substituir a fantoche Dilma parecia ser uma pessoa mais centrada, moderna. A maioria dos brasileiros pensou: “agora vai!”. Como diria minha sobrinha, “só que nããooo!”. Tem manipulado votações e utilizado o poder que tem para intimidar ministros, deputados, senadores e outros mais. Se não tivesse um “izinho” no meio do seu último nome, eu diria que seria uma coincidente obra do destino.

Já sabemos que na eleição presidencial de 2010 ele não era o preferido da base governista para ser o vice da chapa encabeçada pela fantoche, mas como ele era o nome forte e mais respeitado do PMDB, que, é um partido de peso e que, ano vai, ano vem, sempre está “do lado de quem tá ganhando”, foi o escolhido. Esse partido, nas últimas décadas vem se especializando na estratégia política de estar sempre perto da toca do lobo. E deixo essa constatação aqui como cidadão, visto que não sou partidário de nenhuma dessas dezenas de partidos que fazem o jogo da política em nosso país. Prefiro analisar e acreditar em um ser humano com boas ideias e boa vontade do que me render as essas siglas com um amontoado de letras, que possuem estatutos com palavras bonitas na teoria, mas interesses que não vão ao encontro do que o povo precisa, na prática.

Antes que Zé Dirceu e companhia percebessem, Temer já estava articulando para que quando a bomba relógio Dilma (acendida por Lula) explodisse, seu trono estivesse encerado e brilhando. Na gíria popular, um traíra.

Muitos de nós brasileiros estamos todo dia sofrendo com essa turma que vem comandando o país já fazem quase 20 anos. Digo muitos, porque alguns poucos não estão sofrendo nem um pouquinho. Estão sim é “mamando na tetinha” da pátria amada Brasil. Alteram política econômica, sobem SELIC, descem SELIC, criam ministérios, cortam ministérios, lançam programas sociais, cortam programas sociais, aumentam impostos, diminuem impostos, incentivam crédito, cortam crédito. Tudo para manipular o povo. Interesse próprio. Aí, a hora que o negócio aperta, quem sofre?

Infelizmente também sabemos, e é fato, quem elege essas pessoas somos nós. Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Quando votamos com nossa consciência tranquila de que achamos ser a pessoa certa, ainda dá para aceitar, mesmo que a escolha seja errada. Mas quem vota por causa de dentadura, de cesta básica, de “cinquentão”, de favorecimentos ou benefícios, essas sim são as pessoas que prejudicam o país e bem na verdade, são corruptas da mesma forma que alguns caras de ternos e gravatas lá de Brasília.

Reversão: ato, processo ou efeito de reverter. É isso que nós brasileiros temos que fazer a partir do próximo processo eleitoral. Temos a obrigação de criar uma reversão na maneira de gerir nosso país, nossos estados, nossas cidades. Cortar o mal pela raíz. Eleger gente nova, com ideias novas. Podemos errar? Sim! Mas se isso acontecer, estaremos errando ao tentar melhorar e não ao se acomodar com quem já está no poder fazem décadas. Existem muitos políticos bons e honestos da velha geração, mas está na hora do Brasil oxigenar. Cabe a nós!

Eis a questão: com todo esse contexto no qual estamos vivendo, comandado por um político astuto que age num país democrático de forma nada democrática, o que fazemos? Insistimos no nada a Temer (para os favoráveis ao afastamento ou renúncia de Michel) ou acreditamos no nada a temer (para os que creem que o Brasil pode mudar, que só depende de nós, de nossas escolhas)?

 

Capa da última edição

capa IN

Curta-nos no Facebook