protesto 967Pais de alunos do ensino infantil e complementar que participam do Projeto Esperança realizado pela Igreja Evangélica Maranata, da Vila Taquari, com parceria da Prefeitura, organizaram um protesto em frente à sede do projeto na sexta-feira (01) reivindicando uma explicação da Secretaria de Educação após serem informados que o projeto seria fechado.

Segundo as mães, a Prefeitura alega não haver mais verba para mantê-lo, e elas reclamam ainda que com o fim do projeto as mais de 200 crianças terão de ser todas transferidas para a E.M. Saturnino Lima Araújo na Vila São Francisco, além disso as famílias contam com o apoio assistencial concedido pelo projeto, tais como cesta básica, remédios, entre outros, prejudicando não somente às crianças do projeto, mas toda a comunidade da Vila São Francisco, Vila Taquari e adjacências.

De acordo com as famílias, o protesto teve como objetivo chamar a atenção do poder público municipal para que então pudessem reivindicar junto aos responsáveis pelo setor e argumentar o quão importante para as crianças e para as famílias beneficiadas é o projeto, já que isso não tinha sido possível até o momento e simplesmente as atividades foram encerradas sem que as famílias pudessem expor os anseios da comunidade.

A Guarda Civil Municipal esteve no local para conter qualquer excesso por parte dos manifestantes, porém não houve registro de confrontos nem qualquer tipo de ato violento ou depredatório contra o patrimônio.

O Projeto

O Projeto Esperança atua desde 2004, no início atendia 50 crianças e foi se expandindo ao longo dos anos conforme foi havendo uma maior demanda. Atualmente atendia 200 crianças de 2 a 12 anos de idade, trabalhando com a Educação Infantil, sendo 2 salas de Pré, 2 salas de maternal e também 4 salas de Educação Complementar, onde os alunos recebiam Reforço Escolar e Educação Religiosa. Todas as aulas dirigidas por uma equipe de Professores Graduados, Direção e Coordenação pedagógica.

Resposta

Em nota, a Prefeitura de Itapeva informa que não cogitou o encerramento do convênio com o Projeto Esperança, o que houve foi que devido à queda no número de matrículas (visto a redução da taxa de natalidade nos últimos anos), fez-se necessário uma reorganização em toda a rede municipal. O bairro onde se localiza o Projeto Esperança tem EMEI e que conseguiria absorver toda a demanda do território. A Prefeitura não pode subsidiar projeto educacional, tendo vagas disponíveis na rede, diante disso o Poder Executivo se reuniu, no último dia 01 (sexta-feira), com representantes do Projeto Esperança e decidiu-se por aguardar o final do período de matrículas na rede municipal para fazer um balanço da demanda e oferta de vagas e assim definir o número de alunos que serão atendidos pelo Projeto e subsidiados pela Educação.

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