educação 967Secretário de Educação garante que medidas não afetarão a qualidade nas escolas da rede municipal

Ao longo desta semana, a Secretaria Municipal de Educação foi duramente criticada por pais de alunos e funcionários que dizem estar preocupados com os efeitos do projeto de reorganização do ensino na rede municipal. Nas redes sociais, o assunto predominou em grupos de discussão e recebeu muitas mensagens, a maioria contra as mudanças. O secretário Andrei Müzel, o prefeito Luiz Cavani (PSDB) e o vereador Márcio Supervisor (PSDB) também não foram poupados.

Em um dos comentários, uma professora afirmou relacionou o caso à ditadura. “O que estamos vendo é uma ditadura maquiada que nós professores não podemos nos manifestar e mostrar nossa indignação”.

Na semana passada, o Ita News publicou reportagem mostrando que a reorganização do ensino será adotada como medida emergencial para enfrentar o déficit financeiro da Secretaria de Educação. O discurso oficial é que se a despesa com a folha de pagamento não for reduzida o município atingirá o limite prudencial.

Além de acabar com a contratação dos professores temporários e de unificar o espaço físico de algumas escolas, outros cortes de despesas estão previstos. O secretário garantiu, porém, que a qualidade do ensino não será afetada.

Apoio

Na sexta-feira (1º), um grupo de 50 pessoas entre professores efetivos e temporários, merendeiras e ADIs, se reuniu na Câmara Municipal em busca de apoio dos 15 vereadores para barrar as mudanças na rede municipal de ensino. Por orientação do presidente da Câmara, Oziel Pires (PTB), a mobilização não foi noticiada no site da Câmara. O vereador é um dos que apoiam as medidas.

Também na sexta-feira, um grupo de mães protestou em frente a escola “Saturnino Lima Araújo”, na Vila São Francisco, contra o fechamento do Projeto Esperança, ligado à igreja Maranata, que vinha sendo custeado com recursos da Secretaria da Educação.

Pelas redes sociais, professores e outros funcionários relataram que estão sendo pressionados a apoiarem as medidas. Segundo o depoimento de uma funcionária, os professores e os conselhos de escola não foram consultados sobre as mudanças.

A Secretaria de Educação responde que todas as medidas estão baseadas em lei e foram estudadas por técnicos e supervisores da rede.

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