teatro 967Em abril de 2010 foi anunciado pela Prefeitura Municipal de Itapeva que a Câmara de vereadores do município aprovou a doação de um terreno na Avenida Vaticano para a construção do Teatro Municipal.

O anúncio foi comemorado pelos amantes da cultura que sonhava ter um local apropriado para mostrar o seu talento ou prestigiar artistas em um local adequado para performances culturais. Naquele mesmo ano o prefeito Luiz Cavani e seu secretário de Cultura na oportunidade, Davidson Panis Kaseker estiveram com o Secretário Estadual da Cultura da época, Andrea Matarazzo apresentando o projeto do arquiteto Yuri Vital e que no primeiro momento foi orçado em R$ 5 milhões.

Três anos depois, já no governo de Roberto Comeron o valor corrigido para a realização da obra já chegava a R$ 10 milhões. Na época a então secretária de Cultura de Itapeva, Setembrina Lourenço junto com o vice-prefeito Geraldo Tadeu estiveram em reunião com a ministra da Cultura Marta Suplicy que afirmou que sua pasta iria liberar R$ 2 milhões em recursos para a construção do teatro e que o restante do dinheiro poderia ser captado através da Lei Rouanet.

O terreno que está destinado a receber o teatro fica ao lado da Câmara Municipal e chegou a receber obras de terraplanagem, porém a tão sonhada construção não saiu desse patamar, e hoje, sete anos após o anuncio de que Itapeva ganharia um teatro, o sonho dos artistas do município ao que tudo indica não passará de sonho por muitos anos ainda.

N.R- Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal da Cultura para saber qual a real situação do projeto do teatro, porém até o final desta edição não obtivemos respostas.

Entramos em contato também com a ex-secretária de Cultura de Itapeva Setembrina Lourenço que informou que os R$ 2 milhões prometidos foram disponibilizado, porém ao mexer com os papéis para começar as obras descobriram que o terreno doado estava com problemas na Justiça, inclusive existe uma ação judicial em curso.

Diante da situação para não perder o recurso, destinaram a verba para a obra que foi iniciada junto a Avenida Orestes Gonzaga ao lado do Largo do Tropeiro. Setembrina contou ainda que quando deixou a pasta da Cultura a empresa que estava realizando a obra que contaria com um anfiteatro acabou abandonando os serviços.

Capa da última edição

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