residencial rosas 968Moradores estavam preocupados com a possibilidade de corte no fornecimento de água, na quinta-feira (14). Moradores do conjunto habitacional Residencial das Rosas, no jardim Bela Vista, exigem que a Sabesp reveja a forma como é feita cobrança do consumo de água em cada um dos 416 apartamentos. Apesar de cada um dos imóveis contarem com seus respectivos hidrômetros, a quitação da conta só poderá ser feita se todos os condôminos pagarem as mensalidades em dia, o que não está ocorrendo há um bom tempo.

Desde que o Residencial das Rosas foi inaugurado há dois anos, os moradores recolhem uma taxa de R$ 11,00 para que a empresa terceirizada Infratijolo faça a leitura dos hidrômetros e e ofereça suporte técnico em toda área interna do condomínio.

Na manhã desta quinta-feira (14), a reportagem do Ita News conversou com moradores que estavam em frente da portaria, preocupados com a notícia de que no período da tarde a Sabesp cortaria o fornecimento de água no bairro. Com as contas em mãos, os moradores se dividiam entre aqueles com os pagamentos em dia e outros (a maioria) que não conseguiram pagar pelo serviço.

Esquecidos

Além do consumo e da taxa de leitura da água, cada um dos moradores paga R$ 55,00 de condomínio mensalmente. Se para alguns o valor é acessível, para outros “é um inferno”, como define a moradora Maria Lúcia Cavalheiro, que está desempregada e mora com o filho e o neto de 7 anos. Emocionada, ela relata que está com três contas atrasadas e que naquele dia tinha R$ 1,50 em casa, “para não dizer que estava sem dinheiro”.

Assim como Maria Lúcia, outros moradores também reclamam que foram esquecidos pelo poder público. “Nenhum vereador ou representante da prefeitura vem aqui ver o que está acontecendo”, afirmou uma moradora que foi retirada da área de risco.

Novos cortes

Com uma lista de cortes do fornecimento de água em mãos, o subsíndico Pedro Marques não sabe o que fazer. Coube a ele a tarefa de comunicar que naquela tarde cerca de 30 imóveis teriam o fornecimento de água cortado. Para a semana que vem, haveria outros em maior número.

Para comprovar o problema, o subsíndico mostra a conta de uma moradora que soma R$ 1.978,00 em dívidas com a Sabesp. Na relação de gastos discriminada, há negociações, renegociações e parcelamentos não pagos. Esse é apenas um dos inúmeros casos parecidos.

Capa da última edição

capa IN

Curta-nos no Facebook