santa casa 946A Prefeitura e a Santa Casa chegaram ao acordo para a retomada das cirurgias eletivas em Itapeva. A proposta do Executivo, que deverá ser votada na Câmara Municipal, prevê aumentar em R$ 220 mil o repasse mensal ao hospital, sendo 200 mil destinados à urgência e emergência e o restante para as cirurgias eletivas. No total, a Santa Casa passaria a contar com recursos na ordem de R$ 523.889,15.

Na segunda-feira (10), o prefeito Luiz Cavani (PSDB) encaminhou ao Legislativo a minuta do projeto para análise e aprovação dos vereadores. Os contratos referentes aos dois valores serão separados, conforme solicitação da Câmara. Além disso, a Santa Casa deverá apresentar à Comissão de Saúde do Legislativo um relatório mensal de todas as cirurgias eletivas realizadas no período.

As cirurgias eletivas são procedimentos realizados por meio de agendamento, ou seja, sem caráter de urgência e emergência, para as especialidades e procedimentos ligados a áreas de otorrinolaringologia, urologia, vascular e oftalmologia.

“Recursos são escassos”, afirma Santa Casa

Em toda a região, 5.851 pacientes aguardam na fila de espera

A Santa Casa de Itapeva espera para os próximos dias a assinatura do contrato que possibilitará a retomada das cirurgias eletivas. Segundo a direção do hospital, esse convênio com o governo municipal irá permitir a continuidade dos mutirões de cirurgias eletivas com recursos do Governo Federal, possibilitando assim que os pacientes do SUS tenham alívio nesse longo tempo de espera.

“Estamos finalizando os acertos com a Prefeitura Municipal e a Secretaria da Saúde. Dentro de alguns dias o convênio para a realização das cirurgias eletivas através de agendamento deverá ser assinado”, afirma o superintendente da Santa Casa, Aristeu de Almeida Camargo Filho.

A retomada desses procedimentos deve trazer alívio aos pacientes que há meses aguardam a convocação. Somente em Itapeva, a demanda é de 1.043 pacientes. Na região, esse número chega a 4.808 pacientes.

De acordo com a Santa Casa, a demanda de atendimento é maior nas áreas de gastroenterologia, cirurgia geral, proctologia, urologia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular e ginecológica. “A demanda é grande e é difícil precisar um quantitativo, pois as necessidades existem, mas infelizmente os recursos direcionados para a saúde pública são escassos”, explica Aristeu.

 

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