Por trás das telas
A rede social Facebook surgiu em meados de 2006, 2007 no Brasil e teve um “boom” alguns anos depois, tornando-se um meio de comunicação extremamente potente e eficaz. Porém, nas mãos de alguns se tornou também uma arma poderosa. Fato é que quando uma informação é publicada nas redes sociais, ela pode facilmente espalhar ou até mesmo viralizar e atingir os mais diversos públicos. É a partir disso que nossa conversa se inicia…
O avanço significativo das redes sociais deu voz às pessoas que antes não se sentiam ouvidas. Porém, em muitos momentos isso também pode sair do controle. Escrever tudo o que vem na cabeça pode, em questão de minutos, destruir o que foi construído no decorrer de uma vida toda.
A Lei nº 13.834/2019, conhecida como Lei das Fake News, estabelece sanções para quem cria ou divulga notícias falsas com o objetivo de prejudicar a honra ou a imagem de pessoas ou instituições. De acordo com a lei, a pena para esse tipo de crime pode ser de dois a oito anos de prisão, além de multa.
Nesta semana, vimos espalhado pelas redes sociais um caso que gerou bastante polêmica: de casas do Jardim Bonfiglioli que estariam sendo demolidas pela atual administração. Entretanto, após a chefe do Executivo publicar em suas redes sociais que se tratava de fake news e o município divulgar uma nota de esclarecimento oficial contradizendo os posts e vídeos publicados, a verdadeira situação veio à tona. Fato é que tais imagens não são de agora, mas sim do ano de 2022.
Sem entrar no mérito de quem fez ou deixou de fazer ou falar, mas vamos focar no fato de que agora, em cerca de 30 dias do atual governo, tudo já deveria ter acontecido, segundo os politiqueiros de plantão das redes sociais, não é mesmo? É nítido que alguns estão empenhados em criticar e manipular informações para a população de forma sorrateira e maldosa. Críticas construtivas são mais do que necessárias, afinal, só assim é possível saber os anseios do povo, os locais que precisam de melhorias com maior urgência, os problemas na saúde, na educação, enfim. Mas há de se reforçar que os governantes estão em seus cargos há um mês, isso vale não somente para a prefeita, mas também aos nobres vereadores, que iniciaram nesta segunda-feira, dia 4, as sessões de Câmara.
Bom, deixamos aqui a pergunta que não quer calar: onde estavam essas pessoas tão incisivas e que estão afiadas a acompanhar cada passo do governo, cobrando mudanças e melhorias em dias, nos últimos seis anos da gestão anterior? Ou a atual governante não agrada tanto assim por não ter feito parte diretamente de nenhum grupo político e mesmo assim conseguiu o êxito de chegar à cadeira mais alta do município?
Calma, gente. Em poucos dias, não tem como tirar toda a sujeira do porão. Aguardemos…