A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapeva, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Pecado Capital, em ação conjunta com a Polícia Civil de Minas Gerais. A operação foi realizada em Montes Claros (MG), com o objetivo de combater um grupo investigado por praticar extorsões, e resultou na prisão de três homens.
A investigação teve início após a identificação de uma vítima na região de Itapeva. Durante as diligências, os policiais identificaram o modo de atuação dos suspeitos e apontaram Montes Claros como base das atividades investigadas.
Segundo a apuração policial, os envolvidos utilizavam sites de relacionamento e plataformas de anúncios de acompanhantes para atrair vítimas. Após estabelecerem contato, passavam a fazer ameaças e exigir pagamentos em dinheiro, recorrendo à intimidação e ao constrangimento.
As investigações também indicaram que algumas vítimas deixavam de procurar as autoridades por vergonha ou medo de terem a intimidade exposta, o que favorecia a continuidade das práticas criminosas.
Com o avanço das apurações e a reunião de elementos de prova, a autoridade policial solicitou à Justiça a autorização para o cumprimento de medidas cautelares, com o objetivo de reunir novas evidências e interromper as atividades investigadas.
A operação contou com o apoio de unidades da Delegacia Seccional de Polícia de Itapeva e de equipes da Polícia Civil de Minas Gerais, especialmente de Montes Claros, que atuaram de forma integrada no cumprimento das determinações judiciais.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, além de mandados de prisão que resultaram na captura de três homens investigados. Durante as diligências, os policiais apreenderam celulares, veículos, documentos e outros materiais de interesse para a investigação.
De acordo com as informações divulgadas, os presos serão encaminhados à unidade prisional competente e permanecerão à disposição da Justiça.
A Operação Pecado Capital destaca a atuação integrada das polícias civis de diferentes estados no enfrentamento à criminalidade, especialmente em casos que envolvem o uso de plataformas digitais para a prática de crimes.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas, esclarecer a participação de cada suspeito e dimensionar a extensão das atividades criminosas investigadas.

