É uma das maiores regiões geográficas do Estado de São Paulo. São 78 municípios que compreendem 12% de toda a extensão territorial do estado. Além da metrópole regional, compreende ainda o Vale do Ribeira e o Sudoeste Paulista, duas regiões que há décadas reivindicam maior representatividade política.
Nesta simulação explorei como poderia ficar a representação política da região caso São Paulo adotasse o Voto Distrital, substituindo o atual modelo Proporcional de Lista Aberta.
Esta é apenas uma provocação que parte da premissa central dos institucionalistas: as regras do jogo importam. Importam mais até do que os próprios jogadores.
O Voto Distrital, se adotado, tem o potencial de garantir maior representatividade política para regiões historicamente negligenciadas.
Entre os pontos positivos do Voto Distrital, estão a potencial redução do número de candidatos, a redução do número de partidos políticos, e o barateamento das campanhas eleitorais, além de uma maior proximidade entre eleitor e deputado eleito.
Agora, nem tudo são flores.
É preciso avaliar muito bem se os benefícios compensam os vícios do Voto Distrital.
OBS 1: Essa postagem é para fomentar a discussão sobre o tema. Logo, é de livre circulação e publicação. Só peço a gentileza de, ao repostar ou copiar para sua página ou canal, me dê os devidos créditos. Principalmente por que, por convicção, eu não utilizo IA na produção desse conteúdo. É um exercício que costumo fazer de tempos em tempos para “afiar o machado”, pra cabeça de cientista político não atrofiar. Pois nem só de pão, água e burocracia vive o homem.
OBS 2: Não confunda esse exercício com um endosso pessoal ao Voto Distrital.
OBS 3: Gerrymandering é uma prática viciosa no sistema distrital. Esse nome é uma referência ao ex-governador de Massachussets, Elbridge Gerry, que em 1812 redesenhou os limites dos distritos eleitorais para favorecer os candidatos do partido republicano. Gerrymandering é a manipulação dos limites dos distritos eleitorais para beneficiar ou prejudicar um partido e/ou candidato.
Por Gabriel Marcondes,
bacharel e mestre em
Ciência Política pela UFPR.


