Editorial – A cidade é reflexo

Nesta semana, Itapeva esteve no centro de diferentes debates públicos. Entre vídeos, discussões políticas, anúncios oficiais e medidas administrativas, um tema simples (e ao mesmo tempo profundo) ganhou destaque: o acúmulo de lixo nos bairros e a responsabilidade de cada cidadão sobre o espaço em que vive.

Não é novidade que a limpeza urbana é dever do poder público. A Prefeitura limpa, recolhe, organiza e mantém equipes atuando diariamente. O que precisa ser dito, com a mesma clareza, é que esse trabalho não se sustenta sozinho quando parte da população insiste em descartar lixo de forma irregular, jogando novamente nas ruas aquilo que acabou de ser recolhido.

Colocar o lixo na calçada não significa transferir completamente a responsabilidade. A cidade continua sendo nossa. O meio ambiente continua sendo nosso. A rua em frente à casa de cada um diz respeito, sim, a quem ali mora. Cuidar da cidade não é favor, é obrigação coletiva.

Enquanto isso, Itapeva segue avançando em pautas importantes. Nesta semana, o município realizou o leilão de veículos e bens inservíveis da Prefeitura, uma medida administrativa necessária para organização da frota e melhor uso dos recursos públicos. Também foi anunciada a chegada do DIU pelo Sistema Único de Saúde, ampliando o acesso das mulheres a métodos contraceptivos e fortalecendo a política de saúde pública.

No campo político, como é natural em uma democracia, surgiram debates legítimos, produtivos e necessários. Outros, porém, caminharam para um tom de perseguição, pouco contributivo para os reais desafios da cidade.

Não há cidade limpa sem cidadão consciente. Não há meio ambiente preservado sem responsabilidade diária. Não há progresso real quando se espera que apenas o poder público faça aquilo que começa dentro de casa.

Assim seguimos…

revisa-site
terceira-visao-site