A abertura de uma comissão processante na Câmara Municipal colocou Itapeva novamente no centro do debate político. O assunto rapidamente saiu do plenário e ganhou força nas redes sociais, onde opiniões se multiplicam em ritmo acelerado.
Boa parte dos comentários não trata exatamente do processo em si, mas do clima político que o envolve. Para muitos, a comissão é vista como perseguição. Outros apontam que o fato de a prefeita ser mulher pesa em um ambiente político ainda marcado pelo machismo. Há também quem ainda não tenha superado a última eleição e quem já esteja com os olhos voltados para a próxima. Tudo isso se mistura e transforma o debate em um grande embate político.
No meio desse cenário, o que deveria ser prioridade acaba ficando em segundo plano. A comissão processante não é julgamento final, nem condenação automática. É um procedimento previsto em lei, que segue etapas e garante o direito de defesa. Com a prefeita já notificada, o processo agora precisa ser conduzido com seriedade, foco nos fatos e respeito às regras.
O papel dos vereadores é investigar com responsabilidade, sem usar a comissão como instrumento político. Já a população tem o direito de cobrar, acompanhar e se manifestar, mas também precisa entender que decisões institucionais não acontecem no tempo das redes sociais.
Quando o debate se resume a ataques, disputas eleitorais antecipadas e narrativas inflamadas, a cidade para. A política passa a ocupar todo o espaço, enquanto os problemas reais seguem esperando solução.
O processo está em andamento. O que Itapeva precisa agora é menos barulho e mais clareza, menos torcida e mais compromisso com a verdade. Só assim a cidade consegue seguir em frente.

