Neste sábado, o Brasil estreia na Copa do Mundo diante do Marrocos. E, mais uma vez, um sentimento conhecido volta a percorrer ruas, casas, comércios e conversas: a esperança.
Há quem diga que a Copa do Mundo “não muda nada”. É uma afirmação que, no mínimo, ignora a realidade. A cada quatro anos, o maior evento esportivo do planeta movimenta muito mais do que a paixão pelo futebol. Movimenta pessoas, gera expectativas, aquece o comércio e cria oportunidades. Lojas vendem camisetas, bandeiras e artigos de decoração. Supermercados reforçam estoques para os encontros entre amigos e familiares. Bares, restaurantes e diversos setores da economia se preparam para receber clientes que querem acompanhar os jogos juntos.
No Brasil, país reconhecido mundialmente por sua história no futebol, a Copa sempre representou algo além dos 90 minutos dentro de campo. Ela tem a capacidade de unir diferentes gerações em torno de um mesmo assunto. Por algumas semanas, a rotina ganha novas cores, novos horários e novas emoções.
Em Itapeva, o cenário deste ano tem um ingrediente especial: o frio. As baixas temperaturas chegaram com força à cidade e à região, trazendo manhãs geladas e noites ainda mais frias. Mas, curiosamente, o clima de Copa parece aquecer o ambiente. As vitrines começam a ganhar as cores da seleção, grupos organizam encontros para assistir aos jogos e o assunto inevitavelmente toma conta das rodas de conversa.
É claro que uma Copa do Mundo não resolve problemas econômicos, sociais ou políticos. Nunca foi essa a sua função. Mas negar sua importância cultural, social e econômica é fechar os olhos para um fenômeno que mobiliza milhões de pessoas ao redor do planeta, especialmente os brasileiros.
Neste sábado, quando a bola rolar contra o Marrocos, haverá muito mais em jogo do que uma simples partida de futebol. Estarão em campo sonhos, expectativas e a tradicional esperança de um povo que aprendeu a transformar o futebol em uma das suas maiores expressões de identidade.
Que venha a Copa. Que venha a emoção. E que, mesmo em meio ao frio de junho, o espírito brasileiro encontre mais uma vez motivos para se aquecer.

