Faltam 9 dias. E talvez seja justamente agora que o eleitor precise desligar um pouco o barulho e prestar mais atenção no que realmente está em jogo.
No dia 4 de outubro, o brasileiro não escolherá apenas um nome para a Presidência. Serão seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.
É muita responsabilidade concentrada em poucos minutos diante da urna.
A política brasileira chega a mais uma eleição marcada por opiniões fortes, disputas acirradas, vídeos nas redes sociais, promessas, ataques e uma quantidade enorme de informação, verdadeira, distorcida e, em alguns casos, produzida para provocar justamente aquilo que mais precisamos evitar: uma decisão tomada sem reflexão.
Não se trata de concordar com determinado candidato, partido ou ideologia. Trata-se de saber quem está recebendo o nosso voto e o que esse voto representa.
É preciso olhar além da frase de efeito, do vídeo que viralizou e da promessa que parece resolver tudo. Conhecer propostas, trajetória pública, posições e atribuições do cargo disputado. E, principalmente, conferir antes de compartilhar. O próprio TSE estabeleceu regras para enfrentar a desinformação e conteúdos manipulados por inteligência artificial durante a campanha.
Faltam nove dias.
Nove dias para pesquisar, comparar informações, ouvir diferentes fontes e chegar à urna com a própria decisão.
Porque, depois que a tela da urna confirmar o voto, não será mais possível voltar atrás.
A eleição passa. As consequências das escolhas permanecem.

