Editorial — Mais uma eleição, e Itapeva continua sem representante em Brasília e na Assembleia

Mais uma eleição terminou e Itapeva volta a conviver com uma situação que já se tornou recorrente: a cidade não conseguiu eleger um representante próprio para a Câmara dos Deputados nem para a Assembleia Legislativa de São Paulo.

Na disputa estadual, os candidatos de Itapeva tiveram uma votação expressiva. Jeferson Modesto, o Jé, recebeu 9.598 votos no município e 25.457 em todo o Estado. Débora Marcondes teve 6.360 votos em Itapeva e 8.171 no total, enquanto Vanessa Guari recebeu 4.434 na cidade e 6.563 no Estado.

Somados, os cinco candidatos de Itapeva que disputaram uma vaga na Assembleia receberam 21.699 votos somente no município, mas nenhum conseguiu chegar à Casa.

Na disputa para deputado federal, o cenário também chamou atenção. Entre os candidatos locais, Oziel Pires recebeu 3.414 votos em Itapeva, Matheus Cerdeira teve 895 e Thiago Leitão, 864.

Juntos, os três somaram 5.173 votos na cidade.

Ao mesmo tempo, candidatos de fora tiveram votações muito superiores. Lucas Pavanato, por exemplo, recebeu 5.769 votos dos Itapevenses, enquanto Maurício Neves teve 4.267.

Os números deixam uma reflexão importante para a política local: Itapeva tem eleitores, tem candidatos e tem votos. O que falta para transformar essa força em representação?

Talvez essa seja uma discussão que precise começar antes da próxima eleição. Mais do que lançar nomes, será necessário pensar em estratégia, união e capacidade de levar uma candidatura local para além dos limites do município.

Porque, mais uma vez, Itapeva foi às urnas, participou da escolha dos seus representantes, mas terminou a eleição sem uma cadeira própria na Assembleia ou na Câmara dos Deputados.

E até quando?

 

 

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