Quem vai representar Itapeva?

Sete nomes entram na disputa e eleição 2026 promete ser acirrada

Com candidatos a deputado estadual e federal, cidade volta a ter um número expressivo de nomes na corrida eleitoral; fragmentação dos votos pode ser o principal desafio

Itapeva chega às eleições de 2026 com pelo menos sete nomes ligados ao município no cenário da disputa por vagas de deputado estadual e federal.

Na disputa estadual estão Vanessa Guari (Republicanos), Mário Tassinari (PSB), Débora Marcondes (PP) e Jeferson Modesto, o Jé (PL). Para deputado federal, aparecem Oziel Pires (Solidariedade), Thiago Leitão (PL) e Matheus Cerdeira (PSDB).

A quantidade chama a atenção, mas também reacende uma questão recorrente: ter vários candidatos fortalece a representatividade de Itapeva ou pode acabar dividindo os votos da cidade?

A eleição para deputado é proporcional e ocorre em todo o Estado. Por isso, os candidatos precisam construir votação também fora de Itapeva.

Com sete nomes disputando espaço, a votação local pode ficar pulverizada. E é justamente nesse ponto que surge a principal incógnita: Itapeva conseguirá transformar tantos candidatos em representação política ou novamente ficará sem um deputado eleito diretamente pelo município?

Entre os candidatos, estão nomes com diferentes trajetórias na política local. Vanessa Guari disputou a Prefeitura em 2024; Mário Tassinari foi prefeito; Débora Marcondes possui trajetória política local e estadual; e Jé já disputou eleições para deputado e para prefeito.

Na corrida federal, Oziel Pires já presidiu a Câmara Municipal, Thiago Leitão é vereador e Matheus Cerdeira é um nome que costuma gerar forte repercussão e debates nas redes sociais.

A presença de tantos candidatos também coloca em discussão a capacidade de articulação política do município.

Cada candidatura possui partido, grupo político e projeto próprios. Na prática, porém, os votos continuam sendo disputados dentro de um mesmo eleitorado local.

A questão, portanto, não é apenas quantos candidatos Itapeva terá, mas quantos conseguirão transformar sua votação municipal em uma votação regional capaz de garantir uma cadeira.

Se os votos se dividirem entre os sete nomes, a cidade pode enfrentar novamente o desafio de terminar a eleição sem um representante eleito.

Por outro lado, caso algum dos candidatos consiga concentrar uma votação expressiva em Itapeva e ampliar esse desempenho pela região, o cenário pode ser diferente.

A eleição de 2026 coloca Itapeva diante de uma situação curiosa: há nomes para escolher, mas será que haverá votos suficientes para eleger alguém?

A resposta nós saberemos nas urnas.

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