A recente polêmica em torno da reestruturação escolar em Itapeva pode até ter esfriado um pouco, mas continua a pulsar nas conversas de corredores e nos debates dentro da própria Câmara Municipal e especialmente nas redes sociais. O que se viu foi um choque inevitável entre o poder público visando corrigir falhas de anos na infraestrutura escolar e a natural resistência da comunidade a mudanças que mexem diretamente com a vida de alunos, famílias e profissionais da educação.
Os esclarecimentos da secretária de Educação, Geni Muzel, deram norte a um ponto incontestável: há escolas em condições precárias, acumulando notificações do Tribunal de Contas há anos consecutivos. Telhados comprometidos, infiltrações, problemas estruturais sérios e ambientes insalubres não podem ser ignorados. Ignorar tais alertas seria, no mínimo, irresponsável.
Por outro lado, também é legítima a inquietação de pais e professores. A reestruturação escolar sempre gera dúvidas e receios: como ficam os alunos diante de mudanças de espaço? Quais os impactos no rendimento escolar? Há garantia de que a solução será de fato duradoura? Enfim, as interrogações são inúmeras e se disseminam facilmente pelos quatro cantos da cidade.
Bom, se há falhas graves nas estruturas físicas, a intervenção é urgente. Em Itapeva, a discussão sobre escolas vai além da alvenaria: fica entre equilibrar eficiência administrativa e a questão social. E, nisso tudo, o maior compromisso precisa ser sempre com o aluno, que é quem sente, na prática, os efeitos de qualquer decisão.
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